Alta da Selic: como lidar com dívidas nesses tempos

É possível se organizar mesmo com os juros altos

Homem de terno olhando para um gráfico crescente com símbolo de porcentagem, ilustrando a alta da Selic e seus efeitos econômicos.
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Se você tem dívidas, usa o limite do banco ou pensa em pedir um empréstimo, a alta da Selic provavelmente já te deu um susto.

De repente, as parcelas ficaram mais caras, os juros aumentaram e aquela sensação de aperto começou a bater. Parece que tudo ficou mais difícil, não é?

Mas antes de entrar em pânico, vale a pena entender o que está acontecendo , e o mais importante: o que dá pra fazer, na prática, para lidar melhor com esse cenário.

O que é essa tal Selic e por que ela mexe com tudo?

A Selic é a taxa básica de juros do Brasil. Quem define o valor dela é o Banco Central. Quando o país está com inflação alta, o Banco Central sobe essa taxa pra tentar controlar os preços.

O problema é que isso impacta o crédito, os financiamentos, os cartões de crédito e, claro, as dívidas que a gente já tem.

Em outras palavras: quando a Selic sobe, fica mais caro pegar dinheiro emprestado. E quem já está devendo sente esse peso direto nas costas.

>>>Veja também: Taxa Selic: entenda o impacto no seu dinheiro

Tá, mas o que isso muda na minha vida?

Na prática, significa que:

  • Se você já tem dívidas, pode acabar pagando mais por elas, principalmente se forem com juros variáveis.
  • Se está pensando em fazer um novo empréstimo, ele provavelmente vai sair mais caro.
  • Se usa o rotativo do cartão ou o cheque especial, os juros estão nas alturas , e isso é uma cilada que pode crescer rápido demais.

A boa notícia é que, mesmo nesse cenário, dá pra tomar algumas atitudes pra aliviar a situação e manter as contas sob controle. Vamos falar sobre isso agora.

Comece entendendo exatamente quanto deve

Muita gente prefere não olhar. Dá medo mesmo. Mas a melhor forma de começar a resolver é encarar os números.

Pegue papel, planilha ou até um aplicativo de controle financeiro e anote tudo: quanto você deve, pra quem, quais são os juros, o valor das parcelas e o prazo final.

Não precisa resolver tudo de uma vez, mas ter clareza já vai tirar um peso da mente. Tente negociar ou trocar por uma opção mais leve

Com os juros altos, negociar pode ser uma saída poderosa. Entre em contato com a instituição onde você tem dívida e pergunte se é possível alongar o prazo, reduzir juros ou até trocar a dívida por outra mais barata.

Outra alternativa é a portabilidade: transferir a dívida de um banco pra outro que ofereça condições melhores. Dá um pouco de trabalho, mas pode economizar bastante.

Evite novas dívidas agora, se puder

A tentação de parcelar uma compra, usar o limite do banco ou contratar um empréstimo parece uma saída fácil, mas neste momento pode custar muito caro.

Se for possível adiar uma decisão ou buscar outra alternativa, escolha o caminho mais leve.

Lembre-se: o crédito agora está com juros mais altos, então vale pensar duas vezes antes de se comprometer.

E se a grana simplesmente não tá dando?

Talvez você esteja lendo tudo isso e pensando: “Ok, mas eu não consigo nem pagar o básico.” Se for o seu caso, calma.

Ninguém resolve tudo sozinho e muito menos de um dia pro outro.

Comece tentando ajustar seu orçamento. Veja onde dá pra cortar ou reduzir. Às vezes, são pequenos valores que, somados, ajudam a aliviar a pressão.

Conversar com alguém de confiança, buscar apoio financeiro gratuito em instituições sérias ou tentar gerar uma renda extra pontual também pode fazer diferença.

O importante é não se sentir paralisado. Um pequeno passo já é um bom começo.

E os investimentos, ainda fazem sentido agora?

Sim, mas só depois que as dívidas estiverem controladas.

Se você já tem uma reserva de emergência e consegue guardar algum valor, a alta da Selic pode até ser uma boa notícia nesse caso.

Investimentos mais conservadores, como Tesouro Selic, CDB e fundos DI, passam a render mais. Então, se sobrar algum valor , mesmo que pequeno, pode ser uma boa ideia começar a fazer esse dinheiro trabalhar por você.

Cuide da mente também

Falar de dívidas e juros altos não é fácil. Muita gente sente vergonha, culpa ou ansiedade só de pensar em dinheiro. E tá tudo bem sentir isso. O problema é quando a gente fica travado e não consegue agir.

Lembre-se de que você não está sozinho. Muitas pessoas estão enfrentando dificuldades com a alta da Selic e seus impactos. O importante é dar um passo de cada vez, com compaixão e sem se julgar.

Informação é poder. E organização, liberdade.

A Selic pode até subir, mas quem define o rumo da sua vida financeira é você. Com calma, clareza e atitude, dá sim pra se reorganizar, evitar novas dívidas e se preparar melhor para o que vem pela frente.

Se o momento está difícil, respira fundo. Você não precisa resolver tudo hoje. Mas pode, sim, dar o primeiro passo agora.

Se este texto te ajudou de alguma forma, compartilhe com alguém que também está enfrentando essa fase difícil. Apoio e informação, quando andam juntos, fazem toda a diferença.

Olá, eu sou Luzia, redatora do Cred4You onde ajudo a criar e manter materiais sobre finanças pessoais. Tenho como missão tornar o conhecimento financeiro acessível, gratuito e fácil de entender, mesmo para quem nunca teve contato com o assunto.
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